O recente sucesso de Crimson Desert reacendeu uma dúvida que muitos jogadores estão tendo: será que o ambicioso RPG da Pearl Abyss pode dar as caras no próximo console da Nintendo? Afinal, ver um jogo tão pesado e bonito rodando no aparelho híbrido parece quase um sonho distante.
De acordo com análises da Digital Foundry, a resposta é positiva… mas longe de ser simples. Dá pra fazer, sim, mas vai exigir algumas escolhas difíceis por parte dos desenvolvedores.
O cenário é parecido com The Witcher 3 no Switch original
Quem acompanhou o lançamento de The Witcher 3 no primeiro Nintendo Switch lembra bem: o jogo chegou completo em conteúdo – todas as missões, diálogos e itens estavam lá. Porém, para que isso fosse possível, a CD Projekt Red (e a equipe responsável pelo port) precisou fazer diversas adaptações gráficas e de desempenho. A resolução caiu, os detalhes do cenário foram reduzidos, e a taxa de quadros ficou estabilizada em 30 FPS com algumas oscilações.
Pois é exatamente esse o caminho que a Pearl Abyss precisaria seguir para trazer Crimson Desert ao Switch 2. O conteúdo pode (e provavelmente deve) permanecer intacto, mas os ajustes técnicos serão inevitáveis.
O grande aliado: DLSS no Switch 2
Um dos principais aliados nesse possível port seria o DLSS (Deep Learning Super Sampling) presente no Switch 2. Essa tecnologia, desenvolvida pela NVIDIA, permite que o jogo renderize em uma resolução mais baixa internamente e depois “suba” a imagem usando inteligência artificial, entregando um resultado visual mais próximo da resolução nativa sem consumir tanto poder de processamento.
Isso ajudaria a aliviar o peso gráfico e compensar a menor potência do console em comparação com PS5, Xbox Series X e PCs gamer. Mas não resolve tudo.
O verdadeiro vilão: o processador (CPU)
Segundo a análise da Digital Foundry, o maior desafio não está na parte gráfica, mas sim no processador do Switch 2. A CPU do novo console pode se tornar um gargalo significativo, especialmente em um jogo como Crimson Desert, que conta com ambientes ricos e grande quantidade de personagens na tela.
Diferente da GPU (que cuida dos efeitos visuais), a CPU é responsável por processar a lógica do jogo: inteligência artificial dos NPCs, física, colisões, simulação do mundo e muito mais. E é justamente aí que o calo aperta.
"Já vimos jogos que rodam bem no Switch 2 em termos de desempenho da GPU, mas, assim que se chega à CPU, você atinge uma espécie de limite onde não consegue ir muito mais rápido", diz a Digital Foundry.
Para contornar isso, a solução mais viável seria reduzir a densidade de NPCs (personagens não jogáveis) e limitar alguns elementos do cenário, diminuindo a carga de processamento. Em áreas como o famoso "Bug Hill", onde dezenas de inimigos aparecem na tela ao mesmo tempo, os desenvolvedores teriam que fazer escolhas difíceis.
"Quando você chega a lugares como Bug Hill, não há muito que os desenvolvedores possam fazer além de reduzir o número de NPCs ou a distância de renderização deles."
Taxa de quadros: prepare-se para os 30 FPS
A expectativa é que, caso o port realmente aconteça, Crimson Desert rodasse com taxa de quadros travada em 30 FPS. Isso é praticamente padrão para jogos mais pesados no ecossistema Nintendo, e dificilmente veríamos 60 FPS – a menos que houvesse um corte drástico na qualidade visual e na densidade do mundo.
Além disso, outras otimizações seriam necessárias, como redução na distância de renderização de objetos, sombras de menor qualidade e possivelmente remoção de alguns efeitos de pós-processamento.
Xbox Series S: a base para o trabalho?
Outro ponto levantado pela análise é que a base para esse trabalho poderia ser a versão de Xbox Series S, considerada a mais próxima em termos de capacidade técnica entre os consoles atuais. Ainda assim, existem diferenças importantes entre as arquiteturas, e o trabalho de adaptação não seria simplesmente "copiar e colar".
A boa notícia é que já existem exemplos de jogos que rodam bem no Switch 2 em termos de desempenho da GPU – o problema, como já dissemos, é a CPU.
A solução: reduzir a densidade de NPCs
A Digital Foundry é clara ao apontar o caminho mais realista:
"A solução é simplesmente reduzir a densidade de NPCs… pode muito bem ser que, assim como aconteceu com The Witcher 3 no Switch 1, eles tenham investido bastante tempo otimizando a parte da CPU para conseguir isso."
Isso significa que, em vez de ter 50 inimigos na tela ao mesmo tempo, o jogador do Switch 2 veria talvez 25 ou 30. A experiência central – a história, as missões, a exploração – continuaria intacta, mas a escala das batalhas seria um pouco menor.
Para muitos jogadores, esse é um sacrifício aceitável. Afinal, poder jogar um RPG ambicioso desses no modo portátil, no ônibus ou na cama antes de dormir, vale algumas concessões técnicas.
No fim das contas: é possível, mas exige trabalho
A análise da Digital Foundry deixa uma mensagem clara: trazer Crimson Desert para o Switch 2 não é impossível, mas exigiria um trabalho significativo de adaptação, especialmente no equilíbrio entre desempenho e escala do mundo do jogo.
Cabe agora à Pearl Abyss avaliar se vale a pena investir nesse port. Do lado de cá, como jogadores, só nos resta torcer – e esperar que, assim como aconteceu com The Witcher 3, um estúdio competente pegue esse desafio e entregue uma versão que, mesmo com limitações, preserve a alma do jogo.
E você, jogaria Crimson Desert no Switch 2 mesmo com gráficos reduzidos e 30 FPS? Conta pra gente nos comentários!
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